Tecnologia e qualidade de vida

Com o crescente desenvolvimento tecnológico, a maioria da população pensa que a ciência e a tecnologia mais cedo ou mais tarde resolverão quase todos os problemas que afectam a espécie humana e o nosso planeta.
Isso é particularmente verdade na área da saúde, onde apesar de serem bem conhecidos os perigos de um estilo de vida desregrado e de uma alimentação excessiva, um número enorme de pessoas opta por arriscar, convencido que, para o quer que aconteça, haverá um qualquer "truque mágico" científico que vai resolver ou minimizar o problema.
Não só na população em geral como, em particular, entre os profissionais de saúde, a tecnologia de ponta exerce um fascínio quase hipnotizante, relegando totalmente para segundo plano aspectos como actividade física, alimentação, mente positiva, auto-responsabilidade, entre outros. Isto, apesar de os estudos apontarem para uma inegável ligação entre o estilo de vida e uma grande parte dos problemas de saúde da civilização.
Apesar de a tecnologia de ponta salvar evidentemente vidas em situações extremas, muitos dos problemas modernos diminuiriam drasticamente se começássemos a ter mais cuidado com a forma como vivemos o dia-a-dia, e assumíssemos mais responsabilidade pela nossa saúde e bem-estar.
Estas são algumas das premissas de algumas das escolas de "medicina natural", o que lhes confere um papel muito importante no panorama da saúde pública de qualquer país.
Já há diversos anos que o governo americano encomenda estudos científicos sobre algumas medicinas alternativas, com resultados positivamente estrondosos em muitos casos.
Talvez um bom exemplo para seguir em Portugal...
 
25 de Setembro de 2006
Francisco Varatojo