Dicas para praticar Feng Shui

Uma das questões que me colocam frequentemente é como usar de facto o feng shui, como o por em prática na casa?
Como podemos alinhar e sintetizar este conhecimento tão vasto e variado, aplicando-o ao nosso espaço? O que está certo? O que está, de facto, errado?
Muitas pessoas acabam por se afastar do feng shui pelas suas regras e conceitos mais “trágicos” que não lhe trazem soluções, mas mais peso e sensação de que a sua casa “está mal” e consequentemente a sua vida vai ressentir-se disso, às vezes de formas dramáticas.
Sim, é verdade que há diferentes abordagens de feng shui que, muitas vezes, se contradizem. O que está certo numa está errado noutra. Ou será? Existe um método verdadeiro? Há quem diga que sim, há quem diga que não...
De que forma esta ferramenta pode de facto trazer mais bem-estar e harmonia a cada um de nós? De forma real e concreta, trazendo-nos a capacidade de ajustar o nosso espaço privado às nossas necessidades para além da arrumação ou da estética.
Sim, é possível.
Para mim, o Feng Shui é uma ferramenta inestimável de alquimia na casa e na vida.
Mas como?
1.     Tudo é Energia
O Feng shui está assente nos conceitos milenares da cosmologia chinesa. Estes conceitos compreendem a realidade de forma diferente da ocidental. Aqui tudo é energia, sempre em movimento, transformando-se ciclicamente. Mutando de forma dinâmica e constante. Dentro deste conceito há duas formas de aplicar os conceitos do Feng Shui: o de tentar controlar a energia ou o de fluir com ela, aproveitando o melhor de cada fase, local ou momento. Qual lhe faz mais sentido?
2.     Certo e Errado?
O certo e errado é uma das questões mais colocadas em formações de feng shui. No entanto quando trabalhamos com energia não há certo e errado. Há cambiantes, subtilezas e transmutações. O que é certo para mim pode não ser para si e vice-versa. A questão central é se a sua casa alberga a sua verdade, a sua autenticidade e a sua verdadeira expressão.
3.     Métodos vs Realidade
Em Feng Shui há muitos métodos que tentam reduzir a realidade a um número finito de possibilidades para que se possa intervir e interpretar a realidade. No entanto vivemos num universo infinito e sincronístico, não exactamente causal. Seguir estes cálculos como se fossem a realidade pode ser arriscado, pois eles são apenas mapas de probabilidades, que se podem concretizar ou não.
4.     Receitas
Muito do descrédito relacionado com o Feng Shui relaciona-se com a ideia das receitas, das curas genéricas que se aplicam no espaço. As curas em formato de receita usam-se quando tentamos reduzir as possibilidades cósmicas a um número finito de probabilidades, agindo de forma mais técnica. No entanto quando trabalhamos segundo a energia há muito a considerar, e as receitas não são possíveis. Cada intervenção é pessoal!
5.     Uma consulta ou formação?
A melhor forma de entendermos realmente o feng shui é praticando! Praticar de forma informada, permitindo-nos experienciar o espaço e como nos influencia.
Para isso, para este exercício diário de observação honesta do nosso contexto, uma consulta pode ser demasiado pontual. Enquanto que uma formação lança as bases de compreensão e interpretação do nosso espaço privado.
Se este tema lhe interessa e deseja aprofundar, temos a oportunidade ideal para si! No Workshop Feng Shui-Divisões da Casa, garantimos-lhe uma abordagem prática ao tema.  Vamos explorar cada uma das divisões da casa do ponto de vista funcional, simbólico e energético, encontrando a melhor forma de as vivermos e modificarmos. Ganhando espaço, clareza e harmonia, na casa e na vida.
Este workshop será realizado em Lisboa, no IMP, durante o mês de março, em horário pós-laboral. Está organizado em quatro sessões, onde iremos começar com uma introdução ao Feng Shui, na primeira sessão. Depois, nas sessões seguintes, analisar cada uma das divisões da casa.