Auto-cura

Um dos maiores mistérios e encantos da vida é a extraordinária capacidade de todos os organismos se auto-regularem e de tentarem, em todas as circunstâncias, crescer e evoluir para patamares superiores da sua existência. Um óvulo humano fertilizado transforma-se num sofisticadíssimo ser, em apenas 9 meses, uma ferida sara, um fígado operado volta a crescer.

Em situações de desequilíbrio e enfermidade, a tendência natural do organismo é de se restabelecer a si mesmo, de se auto-curar e, na maioria dos casos, recuperamos de problemas do dia a dia através deste simples mecanismo. Isto não significa que não tenhamos, nalguns casos, de usar métodos terapêuticos, mas muitas das vezes recuperamos com ou sem eles porque, citando Voltaire, "A Natureza cura, o médico recebe os honorários".

Uma das ideias subjacentes a muitas escolas de medicina natural é a de que as terapias devem sobretudo estimular o poder regenerativo do organismo para que ele se equilibre e se cure por si mesmo. Existindo situações extremas onde um método sintomático e mais invasivo é porventura indicado, preferem-se métodos menos invasivos e mais suaves para a maioria das situações do dia a dia.

Pessoalmente, acredito convictamente que o segredo da saúde tem essencialmente a ver com a capacidade de nos adaptarmos adequadamente ao meio e de estimularmos a nossa capacidade inata de auto-cura. Os factores mais importantes para que tal aconteça são: alimentação e actividade física adequadas e uso apropriado da mente e emoções.